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Assim ja dizia !!!
 

"Assuma quem assuma a seleção, que saiba que a traição está ao virar a esquina. Há pessoas que não querem o bem do futebol argentino e só cuidam de seus interesses pessoais"

 

Diego Maradona

 


Coluna do Bicudo

Árbitros são os próprios culpados

 

O Projeto de Lei 6405/02, que versa sobre a profissionalização do árbitro de futebol no Brasil, continua dormindo numa das gavetas do Congresso Nacional em Brasília. Um dos obstáculos que impedem a regulamentação da atividade dos homens do apito, lamentavelmente, são os próprios árbitros, que são desunidos e não demonstram o menor interesse na regulamentação da carreira, e sofrem um lobby contrário da CBF, clubes, Federações e da TV. É importante frisar, que a cada ano, todos os citados, celebram contratos milionários e ganham verdadeiras fortunas, menos os árbitros.

 

O quarteto - CBF, Federações, clubes e TV - exigem melhores arbitragens, mas ninguém quer investir na requalificação do árbitro e, muito menos, assumir o ônus de arcar com a responsabilidade de pagar os honorários e os encargos sociais do árbitro. E o que é pior: Iludidos com a ascensão ao quadro nacional da CBF e com a escalação em meia-dúzia de clássicos nos campeonatos estaduais, uma minoria de árbitros impõe a falsa impressão de que a manutenção do status é bom para todos e, por extensão, realizam o jogo do quarteto acima nominado, trazendo enormes prejuízos à categoria do apito.

 

Profissionalizar a arbitragem vai propiciar a categoria maior independência nas suas decisões e vai livrar o árbitro da pressão do submundo do futebol. Significa maior tempo para treinar, se dedicar, estudar, interpretar e aplicar de maneira mais próxima da uniformidade as leis que regem o futebol. Profissionalizar a arbitragem vai propiciar ao árbitro se preparar no mesmo patamar que os atletas de futebol para acompanhar a alta velocidade do jogo.

 

Profissionalizar a arbitragem vai dar aos árbitros o poder de negociar  diretamente com os patrocinadores as verbas publicitárias permitidas pela Fifa nos uniformes, sem a interferência de pessoas estranhas ao meio, já que, atualmente, ninguém  sabe com quem são celebrados os contratos, qual é a quantia recebida, quem fica com o dinheiro e outros. A profissionalização da arbitragem vai permitir também a compra de equipamentos como o ponto eletrônico, que é um enorme aliado na comunicação da arbitragem, e pode ajudar a  minimizar os equívocos do trio de árbitros nas partidas.

 

Com a palavra a nova direção da Associação Nacional de Árbitros de futebol. 

 

Blog Juca Kfouri

 

Noite de injustiças. E de castigos

 

Se o jogo na Vila Belmiro tivesse acabado com 5 a 0 para o Santos não seria nada demais.

 

Mas o primeiro tempo acabou apenas 1 a 0, gol de Neymar, de peito, aos 14, em lindo cruzamento de Pará.

 

Antes, Ganso mandara uma falta na trave.

 

Depois, o Santos criou pelo menos meia dúzia de chances, algumas desperdiçadas na pequena área, outras por excesso  de firula.

 

E uma, de pênalti, sofrido e cobrado por Neymar, no meio do gol, fraco, para fácil defesa do goleiro menino Lee, que jogou muito.

 

Aí, no fim, para ira geral e irrestrita dos 14 mil santistas na Vila, Dorival Júnior tirou Ganso, que jogava uma barbaridade, e pôs Marquinhos em seu lugar.

 

A torcida ainda chiava quando Marquinhos bateu falta na perfeição e fez 2 a 0.

 

Pouco para o que o Santos foi superior e nada que o time baiano não possa virar.

 

Um placar que aconteceu porque futebol é futebol e porque o Santos exagerou e foi castigado.

 

Como foi o São Paulo, mas por timidez.

 

Embora tenha perdido só por 1 a 0, gol de Giuliano, nem bem tinha entrado no lugar de Andrezinho, aos 22 do segundo tempo.

 

Sim, só deu Inter, que mereceu fazer pelo menos uns 3 a 0.

 

É claro que o São Paulo pode virar no Morumbi e aí dirá que o castigo da derrota no Beira-Rio lotado (48 mil pagantes)  não foi castigo, foi prêmio, principalmente diante da inferioridade brutal no segundo tempo.

 

Mas jogar como pequeno como jogou o tricolor não honra o único clube brasileiro tricampeão mundial e da Libertadores.

 

Nada está decidido, nem na Copa do Brasil, nem na Libertadores.

 

Porque o futebol não é necessariamente justo e porque a bola castiga.

 

Foi injusto com o Santos e com o Inter e castigou o Santos, por arrogância, e o São Paulo, que jogou só pelo empate.

 

Ainda sobre Muricy Ramalho

 

Incrível como tem gente que não entendeu o que houve entre Muricy Ramalho e a CBF — e gente que até entendeu mas que acha que ter um comportamento ético é coisa de bobo.

 

Muricy Ramalho aceitou sim ser técnico da Seleção. Mas condicionou sua ida ao OK do Fluminense, o que não aconteceu.

 

Aí, diferentemente do comportamento da maioria, ele em vez de pressionar seu clube, chantageá-lo, essas coisas que outros fazem, resolveu manter a postura que sempre o caracterizou: cumprir o que combinou.

 

O que tem mais valor do que se simplesmente tivesse dito não, por um ou outro motivo.

 

Não, ele queria, mas entre a vontade e o compromisso, o compromisso falou mais alto.

E isso não tem valor?

 

Indignado, Maradona acusa diretor da AFA de traição

 

28/07/2010

Agência Estado

 

Diego Maradona não poupou críticas aos dirigentes da Associação do Futebol Argentino (AFA) nesta quarta-feira (28), ao comentar sobre a sua saída do cargo de técnico da seleção. Um dia após a confirmação de que não teria o seu contrato renovado, o ídolo argentino demonstrou indignação e acusou Carlos Bilardo, diretor de seleções da AFA, de traição.

 

"Estou muito triste e ferido", disse Maradona, que leu um comunicado e não permitiu perguntas aos jornalistas. "Grondona mentiu para mim, Bilardo me traiu", acusou o ex-técnico da seleção, citando também Julio Grondona, presidente da AFA. Apesar da revolta, o craque deixou claro que tinha a intenção de seguir no cargo.

 

"Me chamaram para apagar um incêndio, o apagamos, e quando podíamos trabalhar com mais tempo e tranquilidade acontece isto que se passou nas últimas horas", afirmou Maradona. O treinador se refere à reunião que teve ainda na segunda com Grondona. Nela o mandatário da AFA teria pedido para que Maradona tirasse sete membros de sua comissão técnica. O craque, por sua vez, não aceitou mexer em seus homens de confiança.

 

Insatisfeito com a maneira como foi tratada a sua renovação após a Copa do Mundo da África do Sul, Maradona ainda deixou um aviso para o próximo técnico. "Assuma quem assuma a seleção, que saiba que a traição está ao virar a esquina. Há pessoas que não querem o bem do futebol argentino e só cuidam de seus interesses pessoais", acusou.

 

Mais do que Grondona, Bilardo é um antigo desafeto de Maradona. O atual dirigente era o técnico da seleção na Copa de 1986, quando o ex-jogador foi o principal astro do time e liderou a equipe ao título. Agora, a seleção argentina será comandada interinamente por Sergio Batista, treinador das equipes de base.

  

Lula sanciona lei que criminaliza violência nos estádios

 

27/07/2010

Agência Estado

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira (27), em cerimônia fechada no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília, a lei que modifica o Estatuto do Torcedor e criminaliza a violência nos estádios brasileiros. O texto também pune a venda ilegal de ingressos e a manipulação do resultado das partidas. "É importante não apenas para o torcedor conhecer as regras, mas para a economia do futebol", disse o ministro do Esporte, Orlando Silva.

 

Aprovada pelo Congresso Nacional, a nova lei determina que as torcidas organizadas realizem cadastro atualizado de seus integrantes, passando a responder pelos seus atos. Além disso, estádios com capacidade superior a 10 mil pessoas terão de manter uma "central técnica de informações", para monitorar o público por imagem - antes, a obrigação era apenas para as arenas com capacidade acima de 20 mil lugares.

 

O texto também estabelece condições de acesso e permanência do torcedor nos estádios, como não portar cartazes com mensagens ofensivas, não utilizar fogos de artifício e não entoar "cânticos discriminatórios, racistas ou xenófobos". Caso essas condições não sejam respeitadas, haverá a "impossibilidade de ingresso do torcedor ao recinto esportivo, ou, se for o caso, o seu afastamento imediato do local, sem prejuízo de outras sanções administrativas, civis ou penais eventualmente cabíveis".

 

Caso a torcida organizada promova tumulto, poderá ser impedida de acompanhar os jogos por até três anos. A pena para o torcedor que provocar tumulto ou portar instrumentos que possam servir para a prática de violência varia de um a dois anos de reclusão e multa. Já os casos de fraude do resultado das competições estão submetidos à pena de dois a seis anos de reclusão e multa. E o fornecimento, desvio ou facilitação da distribuição de ingresso para venda por preço superior ao estampado no bilhete também passa a ser crime, com pena de dois a quatro anos de reclusão e multa.

 

Coluna do Bicudo

Árbitros malformados

 

Observando a relação dos novos árbitros Asp/Fifa, divulgada pela Comissão Nacional de Árbitros da CBF, e a escassez dos nomes indicados, que conseguiram preencher os requisitos exigidos pela entidade, lembrei-me do grande mestre da arbitragem paranaense Rubens Maranho, que nos deixou há 12 anos atrás, quando pregava nas suas preleções que o bom instrutor de árbitros deve possuir completo domínio do assunto para poder transmitir com segurança os ensinamentos aos alunos.

 

Maranho adotava como métodos de ensino além da prelação que era a sua marca registrada, a conferência, a lição prática e a discussão. Além disso, o mestre preconizava que o instrutor tem que ter discernimento se o aspirante a árbitro de futebol tem a principal característica, que é a vocação, e após a formação dos novos árbitros, é imperativo realizar um trabalho de acompanhamento com o objetivo de orientar os principiantes sobre as inúmeras dificuldades que terão que enfrentar até atingirem a maturidade.

 

Tenho observado que a geração de árbitros despreparados que a cada ano surgem em diferentes partes do Brasil, são vítimas da abolição das práticas ensinadas por Maranho, o que vem enfraquecendo a qualidade da arbitragem nacional ano após ano, propiciando com isso o acentuamento dos equívocos, dos erros primários e acrescendo ainda mais a falta de uniformidade nas tomadas de decisões no campo de jogo pelo trio de arbitragem.

 

O que se vê na atualidade é o aumento descomunal da quantidade em detrimento da qualidade. A maioria das Federações Estaduais, incluindo o Paraná, não têem calendário para absorver a quantidade excessiva de árbitros e, além disso, a qualidade dos apitos não só na FPF mas em todo o País vem decrescendo a cada turma formada.

 

Tomei conhecimento, que insatisfeita com a baixíssima qualidade dos árbitros que são indicados de forma inadequada pelas federações, a CBF estuda medidas rigorosas nas futuras indicações ao quadro nacional e até na redução do quadro de arbitragem da entidade, objetivando atingir níveis de excelência.

 

PS: Via e-mail perguntam-me por que não temos excelentes árbitros como antigamente e que mecanismos deveriam ser aplicados para voltarmos a tê-los.

Respondi:

É necessário um projeto de renovação, a começar pelas federações com pessoas que possuam olho clínico, para descobrir novos talentos. Há muitos alienígenas nas Comissões de Arbitragem e em vários lugares do Brasil, um número expressivo destes alienígenas, acreditem, desempenhando a função de Observadores de Árbitros, sem nunca ter apitado sequer pelada de menino de final de rua. Não tenho nenhuma dúvida que isto tem contribuindo para o enfraquecimento da qualidade e descobrimento de novos árbitros com vocação. "Zeus, senhor dos deuses e do mundo exclamou: O melhor esconderijo para o talento do homem é no interior dele mesmo. O homem jamais há de procurar o talento que há dentro de si". Na arbitragem faltam pessoas com capacitação para descobrir as potencialidades, dons, virtudes, valores ocultos dentro daqueles que desejam optar pela carreira de árbitro de futebol.

 

Bicudo-bicudoapito@hotmail.com

 

Linhares Júnior

A Ilha da Fantasia

 

Publicado em 27/07/2010

linhares@gazetadopovo.com.br

Jornal Gazeta do Povo

 

A “Ilha da Fantasia” foi uma série de sucesso entre 1978 e 1984. Con­­tava a história de uma ilha paradisíaca onde qualquer desejo poderia ser realizado. O anfitrião dessa ilha, o senhor Roarke, e o seu auxiliar, o pequeno Tattoo, um anãozinho muito simpático, eram os responsáveis por realizar tais sonhos.

 

Vivemos em 2010, e a FPF parece ter tal pretensão. Realizar sonhos em nome da fantasia. Ou, mais propriamente, com “nomes fantasia”. Vejam a situação das duas maiores cidades do interior: Londrina e Maringá. Tubarão e Galo, marcas registradas de duas grandes forças, mas que as agruras da vida enfraqueceram.

 

O Londrina e o Grêmio representam o que há de mais tradicional além das fronteiras da capital. E a tradição é alvo de cobiça, tal o valor que agrega à história deles. Em 2006, a Portu­guesa Londrinense tentou, sem o mesmo sucesso da série, se transformar em Grande Londrina Futebol Clube.

 

A CBF impediu, fundamentada na RDI 01/1991, que foi reeditada na RDI 03/1991, que proíbe “nomes semelhantes numa mesma praça desportiva”. Criou-se uma jurisprudência. Pois bem! Ignorando a própria história, a FPF acaba de acatar a inscrição da Sociedade Esportiva Alvorada Club sob o “nome fantasia” de Grêmio Metropolitano Maringá, que disputará a Terceira Divisão do Paranaense contra o Grêmio Maringá, pasmem!

 

Em Londrina caminha-se para o mesmo. Algum Londrina surgirá, camuflado em um “nome fantasia” para tentar usurpar o patrimônio histórico e tradicional construído ao longo dos anos pelo Londrina Esporte Clube. Como se fosse possível a migração dos torcedores para outra marca simplesmente pela confusão de nomes que a fantasia provoca.

 

A omissão de quem deveria tomar a iniciativa de impedir essas aberrações nos faz pensar que o Sr. Roarke e Tattoo instalaram sua “Ilha da Fantasia” ao lado do abandonado Estádio Pinheirão!

 

A lista: Mano Menezes surpreendeu! Renovou a seleção, conforme a proposta. As críticas e as contestações virão, naturalmente. O futebol nacional saiu valorizado. Veremos jogadores com os quais estamos habituados usando a camisa amarela, como antigamente. Os fãs torcerão para os mesmos caras que por aqui. Uma seleção brasileira legítima!

 

Personagem:

 

Jucilei. Volante de 22 anos, apontado um dos des­­taques do Paranaense do ano passado jogando pelo vice-campeão J. Malucelli, estreou no Corinthians no Brasileiro 2009, disputou 68 jogos e marcou 4 gols pelo Timão. Dia 26 de julho de 2010 foi convocado.

 

Frase:

 

 “A fila anda”, enfatizou Mano Menezes, justificando a renovação e a presença de apenas quatro remanescentes da seleção de Dunga.

 

Blog Juca Kfouri

A Fórmula 1 é um circo onde os palhaços somos nós!

Por AIRTON GONTOW*

 

A Fórmula 1 é um grande circo, onde os palhaços somos nós, que acordamos ou deixamos de dormir para acompanhar seus treinos, corridas, constantes mudanças de regulamentos e maracutaias.

 

É uma competição em que homens correm em desigualdade de condições e a máquina decide muito mais que o piloto.

 

Torcemos e vibramos com títulos de falsos heróis que geralmente tiveram condições muito superiores aos adversários.

 

Tantas vezes vemos um piloto conquistar o título em um ano e no seguinte chegar no pelotão intermediário em quase todas as provas.

 

Perdeu porque piorou?

 

Não, simplesmente porque o carro já não é o melhor.

 

Há pilotos brilhantes que passam a vida criticados porque nunca tiveram a sorte de contar com o melhor carro.

 

Não sou especialista e estou aberto a argumentos contrários, mas não esqueço que o tão criticado Mansell – o desastrado, o destruidor de carros – foi depois campeão da F-1 (92) e da Fórmula Indy em 93, em seu ano de estreia da categoria.

 

Geralmente a F-1 é uma disputa limitada a pilotos de uma ou duas grandes equipes, que competem com máquinas equivalentes, como vimos nas inesquecíveis disputas entre Senna e Prost, como em 88, quando a McLaren venceu 15 das 16 provas (oito vitórias de Senna, sete de Prost e uma de Berger da Ferrari).

 

E até esse pequeno gosto é retirado do público quando acontecem marmeladas como esta, mais uma vez capitaneada pela Ferrari.

 

Aí sim o homem decide na F-1.

 

Decide fora da pista, quando acontecem as ordens para os segundos pilotos cederem seus lugares ao primeiro piloto, como vimos hoje com Felipe Massa e Fernando Alonso; em 2002, no GP da Áustria, quando Rubens Barrichello desacelerou sua Ferrari para deixar Michael Schumacher ganhar a corrida e em tantas outras vezes na história.

 

O que aconteceu em Hockenheim foi uma vergonha.

 

Pior do que a atitude na pista, foi a justificativa de Felipe Massa fora dela. “Sou um homem de equipe”, justificou.

 

Por ser homem de equipe, Nelsinho Piquet bateu o carro no GP de Cingapura, em 2008, para favorecer seu companheiro Fernando Alonso.

 

Aliás, alguém consegue explicar porque o piloto espanhol não foi punido pela FIA e ainda foi contratado pela mais famosa das equipes?

 

Acredito que quase tão ruim e conivente com a imoralidade quanto ver um espetáculo circense construído à custa do maltrato aos animais é assistir ao circo podre desta categoria que cada vez menos tem o direito de ser chamada de esporte.

 

Caos no Futebol do Paraná

Penúria quase cancela jogo no Acesso do Paranaense

 

Felipe Lessa

Jornal Tribuna do Paraná

 

Elenco e diretoria do Foz do Iguaçu passaram a semana receosos de perder a liderança na Divisão de Acesso do Paranaense 2010. No entanto, o problema não era enfrentar o Sport em Campo Mourão, mas saber se a batalha poderia ocorrer dentro de campo - o que se confirmou apenas minutos antes de estourar o limite tolerado pelo Estatuto do Torcedor.

 

O confronto de hoje, às 15h30, no estádio Roberto Brzezinski, corria risco de ser cancelado pela Federação Paranaense de Futebol (FPF). A entidade organizadora do campeonato, no entanto, esperou até a tarde de sexta-feira para permitir que a bola rolasse.

 

O impasse começou quando o Campo Mourão não pagou as taxas de arbitragem do confronto contra o São José, no domingo passado. Vítima da desconfiança nascida quando a Adap abandonou a cidade para jogar em Maringá, o Leão mourãoense passa por problemas financeiros e o salário dos atletas também anda comprometido.

 

Durante a semana, o presidente do time não foi localizado para se pronunciar sobre o assunto. Conforme o Estatuto do Torcedor, as taxas de arbitragem devem ser pagas pela entidade organizadora do torneio. A FPF, ainda assim, tinha como argumento o regulamento do campeonato, que repassa toda conta do apito aos clubes.

 

O diretor do Foz do Iguaçu, Arif Osman, se disse aliviado com um telefonema de última hora, confirmando que sua equipe poderia viajar para Campo Mourão. "Eles (Sport) pagaram a taxa. Queremos garantir ponta da tabela pelo nosso futebol", disse.

 

Agora, Arif espera a manutenção do bom desempenho do Azulão da tríplice-fronteira. "O Pequi, atacante, está suspenso. O zagueiro Mário teve uma contusão e o Brito, meio-campo, é dúvida. Mas estamos confiantes", ressaltou.

 

Completando a rodada, o Roma Apucarana recebe o São José, às 15h30, no estádio Bom Jesus da Lapa. Às 15h45, a Portuguesa Londrinense encara o Arapongas, na luta pela reabilitação na Divisão de Acesso.

 

Clubes do interior vivem a indigência financeira

 

Sem torcida, equipes da Segunda Divisão paranaense sofrem com o alto custo do futebol. Média de público é de 660 pessoas por jogo

 

Publicado em 25/07/2010

Daniel Batistella

Jornal Gazeta do Povo

 

Se o Estádio do Pinhão, em São José dos Pinhais, tivesse placar eletrônico, ele mostraria no jogo São José e Portuguesa Londri­­nen­­se, disputado há uma semana, a tristeza da Divisão de Acesso: três pagantes e renda de R$ 15.

 

A Segunda Divisão do Cam­­peonato Paranaense deste ano é um dos campeonatos mais deficitários do país. A média de público em 2010, somando-se toda a primeira fase e os jogos disputados até a terceira rodada da segunda, é de 660 pagantes por jogo

 

O time que ostenta a melhor participação de torcedores é o Ara­­pongas – que já levou ao Estádio José Chiapin 1.717 pessoas por rodada (em sete partidas).

 

De acordo com Ernesto Silveira, gerente administrativo do clube, a situação está boa. “Dentro da realidade do futebol do Paraná, fazendo uma comparação com outros clubes do estado, o público do Arapongas é bom. A nossa imagem não está ruim como em Cascavel, Londrina e Maringá, que têm times tradicionais. A cidade gosta de futebol e, além do mais, não temos outras formas de entretenimento aqui”, disse.

 

Silveira ainda contou que, entre folha de pagamento e despesas, o clube gasta em torno de R$ 100 mil mensais e que são feitas ações de marketing para atrair fãs. “Usamos carros de som nas ruas, aos sábados distribuímos panfletos no comércio, fazemos promoção para as vendas antecipadas de ingresso. Contamos com o apoio do jornal local, levamos o treinador e os jogadores para dar entrevistas nas rádios da cidade”, relata.

 

Outra modalidade de ajuda também marca a subsistência do futebol no segundo escalão: a ajuda de políticos. Com assistencialismo, eles compram um determinado número de ingressos e ajudam na intermediação da venda para algumas empresas.

 

Situação parecida vive o Foz do Iguaçu, time de melhor campanha na Divisão de Acesso, com oito pontos, e que levou 1.400 pessoas em sua maior bilheteria no Estádio do ABC.

 

Segundo Arif Osman, presidente da agremiação, a participação de público do campeonato “é ridícula” e, com as rendas obtidas, o time consegue pagar apenas a arbitragem e as taxas da Federação.

 

“Em muitos jogos nós tiramos do próprio bolso para pagar o bi­­cho dos jogadores. Não sobra um real no caixa pra ajudar nos salários, que são pagos com a ajuda dos patrocinadores”, disse. Os­­man ainda contou que o maior patrocinador do Foz pagou sua última cota em julho e que vai ser difícil quitar as folhas de pagamento dos próximos dois meses somente com as rendas dos jogos e os patrocínios menores.

 

Ele tem opinião parecida com a de Sérgio Ko­­walski, presidente do Roma, equipe dona de uma média de R$ 3.598,55 de renda por partida, de que a Copa do Mundo contribuiu na baixa procura pelos jogos. “Tivemos uma coincidência de datas e alguns jogos da Copa foram disputados no mesmo horário das partidas do Roma”, disse Kowalski.

 

As partidas deste domingo (25), pela quarta rodada da Divisão de Acesso, são Roma e São José (15h30), Portu­­guesa Londrinense e Arapongas (15h45) e o Foz, líder do torneio, joga fora de casa contra o Campo Mourão (15h30).

 

Em agosto, a Federação Para­­naense de Futebol começa a organizar a Terceira Divisão.

Mais futebol, mais prejuízo.

 

No motel

 

Os jogadores do time profissional do São José se concentram em um local inusitado. É a Toca do Lobo. O empreendimento, ainda em construção, tem área construída de 1.400 m². Conta com 23 quartos simples, com dois beliches e banheiro individual, além de cinco suítes, com três beliches, banheira de hidromassagem e banheiros de 20 m² cada uma . São ainda 30 vagas de garagem.

 

Muito? Sim! Na verdade o projeto é de um motel de luxo. Por enquanto os atletas estão ocupando quatro dessas suítes. Até agora já foi investido cerca de R$ 1,8 milhão do bolso de João Otávio Simões Neto (foto), dirigente do São José e empresário do ramo de hotéis, motéis, confecção de calças jeans e também uma agência de jogadores – dona de dez atletas da equipe e mais 16 em três clubes do Rio Grande do Sul.

 

Serão investidos mais R$ 200 mil em pintura, televisões e frigobar. A inauguração do empreendimento está prevista para o mês de setembro.

 

São José chega a dar ingresso

 

Protagonista do pior público pagante da Divisão de Acesso até o momento e tendo cinco de seus jogos na lista dos dez piores do campeonato, o São José chega a distribuir, segundo o vice-presidente João Otávio Simões Neto, uma média de 300 ingressos por jogo para que a população prestigie o time.

 

Assim mesmo, a média de pa­­gantes por jogo na cidade – ex­­cluindo as duas partidas em Ponta Grossa, quando o estádio do Pi­­nhão estava interditado – não chega aos 20 pagantes por partida.

 

“O público não vem porque nós tivemos anteriormente clubes que não tinham nada a ver com a cidade. Não existe uma identificação”, ex­­plicou o dirigente. De acordo com ele, não é por falta de divulgação que os moradores deixam de ir aos jogos.

 

“Nós estamos há um ano fazendo um trabalho nas escolas, para trazer as crianças aos jogos, para que elas participem das nossas divisões inferiores. Fazemos publicidade no jornal da cidade, usamos carros de som, panfletagens e faixas promovendo as partidas. Além disso, temos convênio com empresas para a distribuição de ingressos para os funcionários. Mesmo assim o público não vem. Preci­samos acordar o pessoal de São José dos Pinhais”, discursou.

 

Junto com a baixa média de pú­­blico vem também o prejuízo fi­­nanceiro. O time da Região Matropolitana de Curitiba fica de­­vendo, em média, R$ 2.796 por partida. O vice-presidente ainda culpa a Federação Paranaense por cobrar as taxas de arbitragem. “Temos R$ 30 mil de prejuízo por jogo. Se a Federação respeitasse o Estatuto do Torcedor, que pede que
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Sob forte calor, Paraná é surrado em Engenheiro Beltrãopor futebol
ESPORTES | PARANAENSE 24/01/2007 - 19h06
Sob forte calor, Paraná é surrado em Engenheiro Beltrão

Tricolor mostra muita ineficiência no ataque e escapa de goleada ainda maior

por THIAGO DE ARAÚJO - GAZETA DO POVO ONLINE
fonte:http://canais.ondarpc.com.br/gazetadopovo/esportes/conteudo.phtml?id=631312


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Líder, Paraná enfrenta Engenheiro Beltrão de olho na Libertadorespor futebol
Da Redação
Em São Paulo

O Paraná enfrenta nesta quarta-feira o Engenheiro Beltrão fora de casa com dois objetivos:
fonte:http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas/2007/01/23/ult59u111519.jhtm
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Engenheiro Beltrao mostra sua força no Paranaense 2007por futebol
Debaixo de forte chuva, o Coritiba tropeçou novamente no Campeonato Paranaense ao empatar, nesta quarta-feira, com o Engenheiro Beltrão, no estádio Willie Davids, em Maringá, por.............................
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STJD define, AEREB vai jogarpor futebol
http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas/2007/01/09/ult59u110365.jhtm
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Do Brasil para o Mexico, arrazador Kanupor futebol
Ele foi ao Mexico e nao se intimidou, mostrou um  grande futebol e encantou a torcida do Puebla........
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